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segunda-feira, 5 de março de 2012
Competição
“A variedade de indivíduos e suas qualidades específicas tornarão a competição sem efeito e, certamente, impossível”
Para haver competição - supõe McLuhan - é preciso haver similaridade entre os adversários e objetivos coincidentes. A extrema “especialização” tornará cada ser humano tão especial e único que, em vez de competição, haverá cooperação (complementaridade). É a idéia de Dinâmica de Grupo: a especialidade é do indivíduo; a cultura é do grupo. Aliás, o fenômeno já se mostra impositivo nos “grupos diretores” de empresa que coopera uma equipe de profissionais diferenciados. Um grupo de cirurgiões, no ato operatório, é bem o exemplo de superação histórica da competição, desmentindo a “convicção” de que só a confrontação egoística e voraz motiva o ser humano para a produtividade. É lógico que será longo o caminho da cooperação, uma vez que muitos hábitos e valores terão que ser substituídos, devendo a humanidade subir a um nível de operacionalidade que ainda é privilégio de grupos de elite. A cooperação exige interesses comuns, complementação de aptidões e alto nível de operacionalidade (reversibilidade, compositividade, etc). Foi preciso uma longa marcha para que a humanidade (a partir da globalidade da aldeia tribal) voltasse à globalidade agora da aldeia eletrônica. O sistema de produção, por exemplo, não é mais constituido de uma cúpula restrita e e uma imensa massa indiferenciada : as especializações distribuem-se , completamente, por uma ampla escala de diversidade, que não permite o antagonismo mortal previsto por Marx. Os núcleos familiares latifundiários e auto-suficientes explodiram diante da urbanização e da industrialização, levando seus membros aos mais variados engajamentos e destruindo os interesses comuns deste “pequeno estado dentro do estado”: assim, já não existem as lutas de clãs características da Idade Média e dos países ainda em nível agrário. A empresa é o novo núcleo de ordenação social que desconhece o “pedigree”, estruturando-se através da complementação infinita das funções.
sábado, 12 de novembro de 2011
Os papéis do professor e do aluno
" ... haverá uma revolução no que concerne aos papéis de aluno e de professor."
O professor-informador e o aluno-ouvinte serão substituídos pelo "professor-animador" e o "aluno-pesquisador", mutação que já pode ser realizada amanhã, pois não exige investimentos com recursos materiais. O problema da pesquisa versus ensino será superado pela generalização da pesquisa: tudo na escola do futuro será atividade de indagação e desalio para descoberta de soluções novas. A velocidade da substituição do conhecimento eliminará a idéia de ensino e desafiará a pesquisa em todos os domínios mesmo das crianças do jardim de infância (ver Arte Infantil). A escola não será a "casa dos professores", mas a "casa das crianças" como já queria Montessori. A medida de sua organização não será o adulto, mas seus mini-habitantes. Como na Idade Média, quando foram fundadas as universidades, os professores serão escolhidos pelo aluno, uma vez que serão meros "experts" a sua disposição. É mesmo possível que a função de professor desapareça por generalização: todos os adultos passarão a ser "professores" das novas gerações, como foi na aldeia tribal ... A idéia de ensino será substituída por uma auto-aprendizagem (ver A ESCOLA SECUNDÁRIA MODERNA), cabendo ao professor criar situações (animador) em que os jovens se disponham a utilizar a informação de que está prenhe o ambiente. Ora, utilizar a informação do ambiente é, simplesmente, pesquisar. A atividade do aluno não se distinguirá, fundamentalmente, da do cientista. Não se tratará, como diz Mcluhan, da mera dramatização do processo de redescoberta, mas de uma atividade, realmente, original. Dado a velocidade da mudança, o desafio que se proporá ao aluno versará sobre o "próximo passo", disparando um processo universal de criatividade. Também o operário da fábrica será desafiado a inventar a próxima máquina dando, realmente, um sentido construtivista universal à atividade humana. Em vez de cultivar-se a tradição, projetar-se-á, permanentemente, o futuro. Em vez de estudar-se a história, far-se-á prospectiva. Ora, tudo isso retira ao professor seu trunfo histórico de "depositário de conhecimento": ele terá que colocar-se perante o desafio na mesma posição indagadora do aluno, podendo seus resultados ser inferiores aos obtidos pelos jovens, mesmo porque os jovens não possuem os percalços dos quadros mentais esclerosados próprios dos adultos.
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terça-feira, 4 de outubro de 2011
Conceituação de Liderança
Capítulo 19
Escola Secundária Moderna
“Como fazer funcionar a Dinâmica de Grupo”
11a Edição - 1976
Lauro de Oliveira Lima
Forense Universitária
Liderança não é uma qualidade individual: é um fenômeno relacional. (de Dinâmica de Grupo). A liderança é emergencial e corresponde ao encontro adequado de uma aptidão individual com uma situação grupal.
Liderança resulta do incentivo que o grupo faz a um de seus membros para que coordene o grupo quando a situação indica que este membro é o mais apto para levar o grupo ao objetivoConceituação de Liderança
- A liderança não é, simplesmente, uma “qualidade” de certos indivíduos, mas um fenômeno de caráter social (relacional). Em cada situação da vida grupal, as qualidades do líder são diferentes. Não se pode, pois, enumerar as qualidades de liderança.
- è a “situação” e o “grupo” que determinam o tipo de liderança, de modo que não se pode falar praticamente em líder, sem levar em consideração os indivíduos que constituem o grupo e as circunstâncias. A passividade, por exemplo, em certas circunstâncias, pode ser a qualidade exigida do líder. Todo o indivíduo pode, em certo momento, ser líder. A liderança é emergencial.
- Em vez de afirmar-se que o líder conduz o grupo, melhor seria dizer que o líder expressa, com sua atitude, o objetivo do grupo em determinada situação. Muitas vezes o grupo força um de seus membros a assumir a liderança, contra a sua vontade.
- Não tem, portanto, sentido declarar-se simplesmente, que determinado indivíduo é líder, se não configurarmos o grupo e a situação em que suas aptidões o credenciam para tal. Não se deve confundir o “condutor” nato (caudilho) com o líder emergencial.
- Assim, pode-se supor que todo indivíduo com traços marcantes de personalidade pode vir a ser líder em determinadas circunstâncias, conquanto não apresente déficits ou superávits que o afastem, exageradamente, da mediana que caracteriza o grupo. Para ser líder de um grupo, o indivíduo deve com o grupo nivelar-se.
- Exigindo a vida grupal, de seu coordenador, alto grau de coerência, unidade lógica, objetividade e capacidade de reversibilidade e associatividade do pensamento (características do integral desenvolvimento do pensamento operatório), não se sustentaria na liderança, por deficiência fundamental, o indivíduo que não possuísse estas qualidades. Dai os autores identificarem “inteligência” como traço comum e universal de liderança. Mas pode ocorrer que um indivíduo, sem esta qualidade básica, lidere, se o objetivo do grupo não exige operacionalidade.
- Sendo a vida grupal interação e permanente tentativa de “acomodação”, gera por isso mesmo, intenso clima emocional que dá coesão ao grupo, mas pode agir também como força centrífuga e desagregadora. O líder precisa - como elemento catalisador - ser capaz de sobrepujar-se às contingências deste clima para manter o grupo coeso. Doutra forma, transformar-se-á em “caudilho”, que domina pela força, pela inteligência, por aptidões extraordinárias, independentemente da dinâmica real do grupo. Conhece-se o “caudilho” porque ele não recua à posição de simples membro do grupo quando cessa a circunstância que o levou à liderança.
- A liderança, quando não é exercida pelo “caudilho”, é extremamente fluida, dada a própria dinâmica do grupo e as variações situacionais. Dentro do mesmo objetivo, o grupo pode mudar de liderança à medida que as exigências da execução do planejamento vai exigindo aptidões diferentes (planejador, argumentador, elaborador, executor, controlador,etc). Se o objetivo do grupo é estereotipado, a liderança pode fixar-se em um de seus membros.
- Sendo a liderança um fenômeno típico da “dinâmica do grupo”, não se pode admitir que alguém lidere o grupo sem a ele pertencer. O que se chama de liderança “de fora” do grupo é, simplesmente, chefia baseada num status conferido pela sociedade, pela lei ou pelas circunstâncias pessoais que fazem alguém dominar um grupo. O professor, com relação à classe, por exemplo, é uma “autoridade” e não um líder no exato sentido do termo. É preciso integrar-se no grupo para dele receber a função de liderança.
- Os líderes de grupos inferiores ou de minorias tendem a escapar para a periferia do grupo e incorporar-se (pelo prestígio da liderança) no grupo superior ou majoritário. Daí, no trabalho escolar em equipes, os líderes facilmente aderirem ao grupo de professores, muitas vezes perdendo sua liderança natural em troca da “chefia” conferida pelo sistema escolar. Os mais aptos tendem a procurar os grupos em que sua aptidão seja funcional.
* * *
domingo, 24 de julho de 2011
“JUSTICE EST FAITE’
A rotina escolar foi montada, há séculos, Segundo o dogma do “pecado original” (sem vigilancia e coação o homem tenderia a degenerar): é a policia que impede que todos sejamos criminosos?!!!
Em latim, a palavra “comportamento” – tão usada nos colégios, hoje em dia – trazia a idéia de ação, de transporte, de movimento, de condução. A raiz porta e porto não se associava a “fechar”, mas a “abrir”: porto – era o lugar de “abrigo” e não era uma prisão. A porta abria para a vida, não fechava, não continha, não enclausurava... Em vez de caminharmos para a liberdade, de então para cá, construímos a escravidão. O porto não é mais o abrigo para a nave desgarrada. É o lugar onde a alfândega cobra seus direitos. A porta não é um convite aos irmãos para que entrem em nosso lar, é o símbolo da separação, de nosso individualismo. Podemos acompanhar, pela semântica da palavra, a evolução (ou melhor, a involução) da idéia de comunicação, de irmandade, de liberdade. Comporta, por exemplo, e alguma coisa que contem, que separa, que limita. Abrir as comportas é libertar, coisa que causa arrepio na humanidade bem “comportada”. A civilização tem sido continuo construir de “comportas”, de “cortinas”, de separações, de privilégios, de grupinhos fechados, de “panelinhas”. A coisa pública, de pública tem apenas o nome. De fato, pequeno grupo entra nela e fecha a “porta”, enquanto o povo passa ao largo. Cada serviço público tem dono, que contrói pesadas portas em seus domínios, deixando abertos somente os canais através dos quais o povo sustenta, com os impostos, a sua vida parasitaria.
A escola arquitetada para servir a esse tipo de sociedade, tem como supremo dogma de validade o comportamento. Aquele aluno e brilhante, e estudioso, e alegre, e amigo dos companheiros, mas e mal comportado... Uma tragédia! Que pena!
Ser comportado é estar contido, serenamente, dentro das comportas! E não perturbar a quietude. Em cada escola, conforme a filosofia de vida que prevalece, conforme o temperamento autoritário ou liberal do diretor, conforme os preconceitos e as idiossincrasias dos mestres, ser comportado é coisa inteiramente diferente. Um aluno transfere-se de um colégio para outro: tem que aprender a “se comportar” de novo, pois aqui as leis do comportamento são diferentes, o diretor e tolerante, os professores são mansos...
Cada escola tem sua própria forma. Aquele menino doentio, apático, mórbido, que esta precisando de sacolejos energéticos para aprender a viver e a defender-se, tira sempre 10 (dez) em comportamento! Aquele outro vivo, tem iniciativas, experimenta condutas, erra, tenta ajustar-se a novas formas de vida, lidera, conduz os companheiros: apesar da simpatia que desperta, infelizmente, não pode tirar 10 (dez) em comportamento... Quanto mais sossegado, quanto mais apático (mesmo que essa apatia seja causada pela profunda verminose) mais credenciado esta o rapaz ou a moça para o dez do comportamento! Comportamento, evidentemente, é “não dar trabalho ao educador”, e não exigir esforço de orientação, e ser despersonalizado, tímido, cordato, abúlico. Que raça de homens estamos formando?
É de enrubescer o simplismo inconseqüente e primário com que certos educadores senteciam sobre a conduta dos jovens. Todas as frustrações do mestre transudam de seus veredictos com a ousadia irresponsável dos que desconhecem as verdadeiras dimensões da alma humana. Não e um julgamento que proferem: e vingança surda por não conseguir o controle absoluto de alguns rebeldes. Como há jovens que não mordem o pó da terra se rojam aos pés do domador... o ferrete de mau comportamento vinga o fracasso. E a moeda corrente nas escolas com que se paga a submissão cujo cambio oscila de acordo com a hepatite da direção...
Se perguntássemos, ex-abrupto, a esses Salomões o que e bom comportamento, talvez não soubessem dizer. O “código” e um amontoado individualista de preconceitos, muita vez evidente forma de compensação por evidentes frustrações pessoais. Quem sabe da complexidade infinita da motivações possíveis da conduta do ser humano, arrepia-se de espanto diante da tranquila infabilidade desses juízes ranzinzas e vingativos.Por vezes, quem decide sobre o comportamento dos jovens são macróbios enfezados para quem a cristalina gargalhada da juventude e ofensa imperdoável...
Os jovens possuem seus próprios padrões de conduta inacessíveis aos adultos. E preciso, pois, montar o processo de vida escolar de tal modo que não seja o arbítrio ressentido dos velhos que decida sobre o comportamento dos jovens, permitindo que eles próprios aprendam a se autodirigirem. E a esse processo que se da o nome de dinâmica de grupo. Dinâmica de grupo e um processo de organização livre do comportamento: comportamento e apenas um comportamento mutuo.
Lauro de Oliveira Lima
Livro Conflitos no Lar e na Escola
Cap. 16
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Gulliver na praia de Lilliput
Cada geração – sendo nova etapa evolutiva da humanidade – deve ser estimulada a fazer novas regras, livrando-se das antigas: só as aranhas repetem, milênio após milênio, a mesma regra (teia) de viver...O futuro pertence aos jovens.
Tomemos aquele indivíduo que vai ali passando na rua. Parece um homem só. Faz parte da multidão. Percebe-se, contudo, que não tem afinidades com ela. Junta-se ao aglomerado que olha no alto o satélite americano, mas logo segue caminho, sem deixar marcas nos companheiros que ficam contemplando o céu. Nada mais solitário que um homem que caminha sozinho...
Tudo engano. Aproximemo-nos dele. É simples elo donde partem e onde vêm terminar inúmeras cadeias: está amarrado pela família, pelos irmãos, pelos parentes. Muito do que faz é provar ao pai que não é o vagabundo que ele julga. Admira o tio e quer imitá-lo. Já tem esposa e filhos que limitam e orientam sua conduta. O emprego (de que não gosta) decorre de suas responsabilidades familiares. Odeia o chefe, inconscientemente, e inveja o companheiro que progride sem esforço. Usa o emblema do clube para sentir-se sócio de outros, para não ser tão só. O talhe de sua roupa tirou-o de figurino francês que garantia aumento de ‘’personalidade’’ a quem a usasse. Freqüenta a roda de amigos de escola e procura dar satisfação aos que perguntam como vai. Parece Gulliver amarrado na praia de Lilliput por milhares de fios invisíveis...
Se ele fizesse o mapa de suas ‘’ligações’’, dos fios que o prendem ao próximo, veria quanta dependência existe em sua pretensa liberdade. A sociedade com todos os seus grupos pesa sobre seus ombros, impedindo que seja o que deseja, realmente, lá no fundo do coração. Foi levado pela vida como a casca de noz pela corrente... Um dia resolve fazer uma excursão sozinho para ver se se livra do constrangimento dos outros. Mas, leva consigo seu ‘’aquário’’: o grupo está agora em seu interior.
Disseram-lhe, desde criança, que ele era só. Que podia fazer da vida o que bem quisesse. Contudo, percebe agora que para dar um passo tem que primeiro remover montanhas. Tem de converter meio-mundo para poder expressar uma idéia sem ser linchado pela multidão enfurecida.
E não foi treinado para viver assim dependente. Para viver em grupo. Toda sua educação baseou-se em suas forças individuais. Em sua ‘’vontade poderosa’’. Em sua autodeterminação. Sente o grupo não como libertação, mas como pesada carga que o esmaga e lhe tira a liberdade. A culpa foi dos pais e dos educadores que o educaram para o individualismo, para não reconhecer um fato básico da natureza humana: o homem é um animal social. Precisa do grupo para realizar-se, como precisa de oxigênio para não morrer asfixiado. Daí pedir-se a organização da vida escolar na base de clubes, de associações, de equipes de estudo, de discussão em grupo. A classe não é aglomerado heterogêneo de adolescentes, cujo ponto de convergência único e inapelável seja o professor na cátedra. A classe tem (quer queira ou não o educador) sua vida grupal. Em vez de lutar contra isso, deve-se aproveitar a organização natural determinada pela via e trabalhar com ela. Professor não é rei do terreiro, mas o orientador que caminha, de grupo em grupo, procurando ajudar e dinamizar a atividade nascente e espontânea. Cada aluno é um elo de uma complexa corrente de relações.
A aprendizagem fundamental é aprender a influenciar no grupo e a não ser, apenas, uma vítima de pressão social: aprender a ser autônomo junto aos demais. Aprender a estabelecer regras de convivência.
Numa escola assim, aprenderia o jovem a ser irmão de todos e participante de grupos: os liames que o aproximam das demais pessoas não lhe pareceriam cadeias, mas canais por onde passa, de um para o outro, o amor de que se faz a felicidade. Em vez de contorcer-se em fúria para quebrar as amarras, veria nelas sua completação natural e a fonte de seu enriquecimento espiritual. O cristianismo tem no amor ao próximo o seu grande mandamento: mandatum novum do vobis. Contudo – mesmo nas escolas cristãs – cultiva-se o individualismo e a competição desenfreada, fazendo-se uma pedagogia de acordo com o modelo capitalista de ‘’livre concorrência’’ e da superação do adversário. De nada vale a ‘’pedagogia do amor’’ a que se referem os tratados, se a estrutura escolar se baseia na competição. O amor exige também aprendizado. Não são as exortações que levam o homem à solidariedade. É no íntimo convívio do grupo que descobre-se o ‘’próximo’’. Educar-se não é aprender a obedecer as regras pré-fabricadas: educar-se é aprender a fazer regras cooperativamente.
Conflitos no Lar e na Escola – Teoria e prática da dinâmica de grupo segundo Piaget.
Editora: ZAHAR
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